ARMANDO ZOLA
 
O flagelo dos incêndios
 
OPINIÃO | Os montes, as imediações das casas e das povoações, as faixas marginais das vias de comunicação devem estar limpas
 
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Mais um ano extraordinariamente quente e seco. Um ano com todas as condições para o surgimento de grandes incêndios. E se é certo que a acção esclarecida e continuada, exercida com a possível sobriedade e discrição pelo Ministro da Administração Interna e pela Secretária de Estado da Protecção Civil e organismos dependentes, aliada ao labor incansável e sem tréguas dos bombeiros e outros "soldados" dessa "guerra" por esse País além, tem conseguido salvaguardar, com assinalável êxito, o mais essencial, vidas humanas (se bem que a perda de uma só seja sempre uma perda irreparável) a verdade é que, sem que se tenha entrado ainda no habitual período dos incêndios mais devastadores, são já incomensuráveis os prejuízos patrimoniais e ambientais causados pelos fogos, no corrente ano, a Portugal e aos Portugueses.
Faz-se hoje constar, certamente com boa intenção, que o essencial da resolução futura deste flagelo reside no êxito que possa ter a acção do BUPi - Balcão Único do Prédio, definido como "plataforma... que permite mapear, entender e valorizar o território português..." Todavia, fazer depender dessa acção, ou sobretudo dessa acção, a neutralização do fogo que, ano após ano, devasta as florestas e, tantas vezes,
as casas dos Portugueses, é deixar, por muitos e muitos anos mais, Portugal, em grande parte, à livre mercê das chamas.
Os montes, as imediações das casas e das povoações, as faixas marginais das vias de comunicação devem estar limpas. Há legislação recente que impõe isso. A isso estão obrigados, cada qual na parte que lhe cabe, particulares, autarquias e Estado central. Mas, que se vê acontecer? De um modo geral,
quase tudo continua por limpar. Vejam-se, como situação mais visível e gritante, as bermas e as faixas marginais da maior parte das vias de comunicação! Se bem julgo, na situação actual, nem a generalidade dos proprietários, nem as autarquias, nem o Estado central têm condições para realizarem eficazmente essas limpezas. Num ano como o corrente é preciso, como foi neste, em muitos sítios, limpar três vezes.
Não há recursos materiais, humanos e, sobretudo, financeiros, que suportem isso, mesmo em anos menos desfavoráveis.
Criem-se condições que permitam dar saída e destino útil a todo o material combustível que a floresta, para sua adequada limpeza, possa e deva anualmente libertar, contribuindo-se, também por essa via, para a produção de energia de que o País, e não só, tanto carece, com custos ambientais de longe menores que os que os incêndios todos os anos provocam e de modo que, para a generalidade dos proprietários, em especial os mais pequenos, a limpeza, preservação e valorização da floresta, que é bem que serve toda a comunidade, se lhe torne suportável e economicamente viável. O esforço que o Estado
tenha que fazer nesse sentido será, por certo, tudo contabilizado, de custo bem inferior ao, cada vez mais elevado, que tem de suportar na decorrência dos incêndios. Feito esse esforço, os incêndios não desaparecerão, mas serão seguramente mais raros e menos devastadores e perigosos.
Os novos tempos não permitem que se descure, ou protele, esse caminho, já que os velhos tempos que impunham que se calcorreassem quilómetros, em carros de bois, por veredas apertadro 2022
Jogo no Estádio Municipal de Arouca.
Árbitro - João Gonçalves (AF Porto), auxiliado por Nuno Manso e Álvaro Mesquita.<
 
Arouca

Domingo, 27 de Novembro de 2022

Serviço temporariamente indisponível!

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A Frase...

"Quero ser sepultado com a farda dos Bombeiros Voluntários de Arouca"

Arlindo Soares, primeiro instrutor dos BVA, em entrevista ao RV

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