ARMANDO ZOLA
 
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OPINIÃO | E o casarão, enorme, ergue-se, imparável, a cada dia
 
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CASA ALHEIA EM TERRA NOSSA
A imprensa local deu nota do assunto. Da Câmara Municipal, uma breve explicação. De outras bandas, um ou outro fugidio remoque e, aqui e ali, um quase inaudível pedido de esclarecimento. Quanto silêncio! E o casarão, enorme, comprimido no ângulo apertado de duas vias, retirando-lhes recíproca visibilidade, com extensão quase sobre o passeio da rotunda que as une, ergue-se, imparável, a cada dia. O "Zé Povinho", esse, dono do terreno, que o pagou contando os tostões de que dispunha, olha atónito, encolhe os ombros e balbucia apenas: "ao que nós chegamos!"

PORQUE NOS QUEREM MAIS LONGE?
Já disse aqui duas ou três vezes: em Stª Cruz da Trapa - S. Pedro do Sul - na entrada da estrada que liga a Arouca, por Candal, Cabreiros e Moldes, está, há anos, uma placa a indicar a distância de 41 Km até Arouca. De lá até à entrada da nossa Vila (Arouca) são 30 Km. Disse e repeti isso, mas os 41 Km lá continuam a
enganar, quem passa. Servirá o engano a alguém? Dizem-me que sim, mas ainda não consegui descortinar quem, nem porquê?
Indicar do lado de cá, por exemplo na Portela de Moldes, a distância certa, em Km, ajudaria, com o tempo, a reduzir os efeitos do engano, mas certo seria o contacto com o Presidente da Câmara de lá para que pusesse termo ao engano, corrigindo a indicação errada.
A propósito, nessa estrada que liga Arouca (Portela de Moldes) a S. Pedro do Sul (Stª Cruz da Trapa), há cerca de 3,5 Km, entre Candal e Coelheira (S. Pedro do Sul) que permanece com o traçado e perfil transversal que tinha há já mais de 40 anos, embora nessa altura tivesse o piso em terra batida. Nesse troço, um autocarro, ou outro veículo pesado, para cruzar com um veículo ligeiro, tem, como vi, de ocupar toda a berma, encostar à valeta e parar, para que o ligeiro possa avançar, e para poder atravessar uma pequena e estreita ponte que nesse troço existe, tem de ocupar terreno à margem da estrada de um e outro lado dessa ponte.
Como é que dois municípios, o de Arouca e o de S. Pedro do Sul, integrantes de uma mesma Associação de Desenvolvimento, com uma forte e crescente actividade turística, com uma maravilhosa serra em comum que a estrada atravessa, não conseguem conjugar vontades, o de Arouca persuadindo e o de S. Pedro do Sul, mesmo que em plano plurianual, executando, para que, com a necessária brevidade, se elimine esse velho e perigoso obstáculo à mobilidade entre ambos?!

PREITO AO PADRE ANTÓNIO VAZ PINTO
Morreu, no dia 1 deste mês de Julho, o Padre António Vaz Pinto. Da casa do Burgo, nasceu em Arouca, há 80 anos. Só há uns vinte e poucos anos, o conheci pessoalmente e, após isso, com ele pude falar algumas vezes. Não recordo se foi dele, em alguma dessas vezes, que ouvi que havia tido uma adolescência e juventude alegres, divertidas, intensamente vividas. Frequentou a universidade, teve namoradas. Aos 23 anos, após madura reflexão, alterou, por livre e consciente opção, a sua vida entrando na Companhia de Jesus, onde em 1974 se fez padre jesuíta. Em breve a sua dimensão de Homem e de Padre ultrapassou largamente os limites amplos da terra em que nascera e à qual - à sua casa e freguesia do Burgo - frequentemente voltava. A
sua vida e a dimensão do Homem e do Padre que, por ela, alcançou, levou a que fosse distinguido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com uma das mais altas condecorações do Estado Português
- Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique - e a que dele dissesse o actual Presidente da República, na hora do seu passamento, que foi "uma das figuras da Igreja mais marcantes desde os anos 70 até ao virar do século, na Companhia de Jesus, na Cultura e, sobretudo, na formação da Juventude Universitária - quer em Lisboa, quer em Coimbra - e na presença pioneira no mundo da língua portuguesa."
Atribuir o seu nome a uma das ruas da sua terra natal, seria preito de homenagem, acto de gratidão e forma de preservar para o futuro o seu exemplo de vida e a sua memória.

 
Arouca

Domingo, 25 de Setembro de 2022

Serviço temporariamente indisponível!

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A Frase...

"A maior casa monástica era a de Arouca, para onde se deslocavam inúmeras jovens da alta linhagem do reino"

Helena Cruz Coelho, na apresentação do Diplomatário do Mosteiro de Arouca

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