ANSELMO OLIVEIRA
 
O ano do alcatrão
 
OPINIÃO | Pavimenta-se quase tudo com uma pequena película de asfalto
 
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É sabido que concelhos como o de Arouca crescem de uma forma assimétrica devido as vários factores, sendo que um deles é sem dúvida a forma como o poder autárquico olha para as freguesias. Seja por apostar nas freguesias onde existem mais eleitores e logo onde podem ir buscar mais votos, seja por inércia dos presidentes de junta ou por quezílias entre o presidente de junta e a edilidade, etc... O certo é que essa assimetria existe sendo as freguesias periféricas as mais afectadas.
Estamos a um ano de eleições autárquicas e por demais evidente que as obras que, durante três anos embora prometidas não avançaram, conheçam agora um avanço. O medo que os eleitores tenham memória curta para isso contribui.
O ano pré-eleitoral é também o ano do alcatrão. Pavimenta-se quase tudo com uma pequena película de asfalto, mas que dê para se aguentar apenas um ano. Na maior parte das vezes, o escoamento das águas é esquecido, mas essa questão, para fins eleitorais, não interessa nada.
Quando são eleitos, os presidentes de câmara elegem uma ou duas áreas como bandeiras. Em Arouca, tem sido o turismo mas, como já se viu, não é um crescimento sustentado. Com a pandemia isso foi por demais evidente.
E depois temos aquelas bandeiras eternas. Só agora é a variante que, apesar das promessas, vai avançando, mas a passo de caracol. O troço no qual estão agora a começar os trabalhos vem com alguns anos de atraso e, embora seja importante, não resolve o problema da saída de Arouca. A ligação entre os dois troços da variante continuará lenta.
Noutros tempos as bandeiras eram a estrada para S. Pedro do Sul (qual a necessidade de uma ligação ao interior?) ou o mercado municipal (um fracasso em toda a linha). Temos também a história das pedras da rotunda mas isso são outros quinhentos...
Não será de estranhar então o abundar daquilo a que chamam ‘obras de proximidade'. Sem grande estratégia nem planeamento, o que importa é ir tentando arrecadar alguns votos. Em alguns casos, até os próprios habitantes ficam a questionar certas intervenções, mas isso agora não interessa nada.
Certo é que o saneamento básico tão importante para as populações parece não avançar. Algumas vias que precisavam de intervenções de fundo, continuam à espera. Muita da pavimentação que se está a fazer agora até pode resistir a um inverno, mas não resistirá a dois.
Depois temos presidentes de edilidade, que olham para certas áreas como se fossem a menina dos seus olhos. Devem ter outra visão!
Já é mais que tempo para que quem está à frente dos destinos dos municípios deixe de alimentar o próprio ego e comece a olhar para o concelho por inteiro.
 
Arouca

Quinta, 21 de Janeiro de 2021

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A Frase...

"Os arouquenses estão preocupados com o preço da água, tal como eu estou"

Margarida Belém, presidente da CMA, em entrevista ao RV

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