ARMANDO ZOLA
 
'O Nome da Rosa'
 
OPINIÃO | O “turista” emigrante anima a nossa vida económica, social e cultural
 
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HESITEI, sorrindo, ainda que o assunto não seja de rir, entre usurpar, para título deste texto, "O Nome da Rosa", do primeiro e mais emblemático romance de Umberto Eco, ou "Nome das Coisas", de uma das mais marcantes obras poéticas de Sophia de Mello Breyner, descartado que estava o "Todos os Nomes", do romance de Saramago. Optei pelo primeiro. Isto, a propósito da polémica que, segundo li e me disseram, está a travar-se acerca do nome a atribuir à ponte pedonal suspensa, com 1,2 metros de largura e um custo previsto de cerca de dois milhões de euros, na proximidade das Aguieiras, sobre o Rio Paiva. Sorrio, por se polemizar e ousar sobre o nome das coisas. Não vou por aí. Mas lamento, já não sorrio, por se não polemizar sobre a substância das coisas e sobre as próprias coisas. E há-as tantas, de tão grande magnitude, à nossa escala, e tão necessárias, a carecer de, com discernimento, arrojo e ousadia, serem pensadas, discutidas, programadas ou exigidas, para poderem ver a luz do dia! Com isso e com ou sem polémica, porque, é sabido, só com diplomacia jamais, a essa luz, elas virão.
COISAS: por falar em coisas, lembrei-me dos concursos lançados recentemente para as rodovias Vale de Cambra - S. João da Madeira e Arrifana - Feira. E nós, que até somos "Interior", sem sequer nos darem cavaco de que nos vão fazer um arranjo na velha, talvez para protelar o arranque da nova, a ver a banda passar! Custa, quando, bem ou mal, se está convencido de que é possível fazer, e fazer mais, para conseguir, e de que, fazendo, é possível alcançar, ver tanta passividade, tanto silêncio, tão quedo e tão sereno.
FEIRA: ao citar a Feira, Município, ocorreu-me um tempo em que o Município de Arouca deu o pontapé de saída, no Entre Douro e Vouga, para que esta Sub-região, no seu conjunto, ampliasse os contactos, já iniciados por Arouca, com a Baixada Paulista - Brasil visando a recíproca dinamização de intercâmbios empresariais e económicos entre essas duas dinâmicas áreas empresariais. A Feira, pela sua actual Câmara, a solo, enveredou por um tal caminho e começa já a colher seus frutos. Nós, alheados, assistimos!
"TURISTA": bom, turista não será bem o nome, mas, como disse, não é isso o que verdadeiramente importa. É mais que turista: cá se instala, cá dorme, cá faz as suas refeições, percorre as nossas aldeias, tudo isso ao longo de mais de um dia, de mais de uma semana, quase sempre ao longo de cerca de um mês, ao contrário da generalidade dos "turistas", meros visitantes, que apenas por algumas horas por cá se têm.
Aquele "turista", mais demorado, para além do já dito, durante o tempo em que cá está, enche, dá vida e anima as nossas terras, das mais centrais e populosas às mais distantes e despovoadas, movimenta os nossos serviços, compra no comércio local, dá emprego e trabalho às nossas empresas, sobretudo às mais pequenas e ligadas à construção civil, anima a nossa vida económica, social e cultural. Esse, o "turista" emigrante, com as virtudes e os defeitos que são os nossos, que, em tempos idos, não muito distantes, foi, com o seu trabalho e as suas divisas, a trave mestra do suporte económico do País, como o foram, em tempos mais recentes, os fundos comunitários e, em tempos mais remotos, as especiarias da Índia e o ouro do Brasil, esse, o emigrante, continua a ser, ainda que muitas vezes o esqueçamos, dos melhores dos nossos turistas. Por tudo, e não apenas por isso, que tenha, que tenham todos os nossos "turistas" emigrantes, neste tempo de férias, uma boa estadia e que voltem sempre, eles e os que de si descendam.
A TODOS OS LEITORES, com os votos de que lhes seja dado fruí-las, desejo umas boas férias também.
 
Arouca

Quinta, 20 de Setembro de 2018

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