CÁTIA CARDOSO
 
A História
 
OPINIÃO | É, assim, fulcral, que cada terra registe continuamente o seu presente
 
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É só preciso conhecer levemente a História para se ter consciência de que atravessamos a maior era de transformação do mundo e da humanidade de sempre, consequência da técnica e da tecnologia, sentida diariamente em todo o globo.
Por um lado, há quem defenda que evoluiremos de tal forma até ser possível vivermos noutros planetas, viajar para Marte como quem viaja para França, e que existirão robots para tudo, tudo, tudinho... (o que seria uma pena, pois tornaria o homem num perfeito inútil); por outro lado, contudo, existe quem acredite no breve fim da humanidade, breve como quem diz dois ou três séculos, avaliando pelo rápido avanço de tudo (o que seria igualmente uma pena, pois seria uma espécie de suicídio: o próprio homem acabar com a sua espécie).
Até quando durarão os recursos de que dispomos na Terra? Até onde permitiremos que as tecnologias revolucionem as nossas vidas? A transformação assusta pela sua rapidez. Se fosse mais gradual, seria mais fácil de aceitar.
Qual será a História contada sobre este presente no futuro? E em que futuro? Quanto futuro tem o planeta reservado? Até onde permite o universo um futuro? Que História é que estamos, afinal, a construir? Sabemos, pois, o que é a História? Sabemos, pois, de que se faz a História?
Somos nós a História. Se um dia, a humanidade, o mundo, o universo terminarem talvez de nada nos valha a História, porque não existirá nada nem ninguém para a ler, para a estudar, para a partilhar e continuar. Porém, e se isto tudo dura para sempre e o futuro quiser saber deste presente? Então, temos todos o dever de ajudar a construir a História. Pelo sim, pelo não, vamos não desistir dos nossos deveres enquanto seres humanos, sociais e intelectuais.
Eventualmente, existirão diversas formas de construir a História. Cada lugar terá a obrigação de sustentar a sua, registando-a. Lugar a lugar, freguesia a freguesia, concelho a concelho, distrito a distrito, país a país, continente a continente, planeta a planeta se lá chegarmos. Se começarmos do início, do pequeno para o maior, é mais fácil.
É, assim, fulcral, que cada terra registe continuamente o seu presente para que os vindouros possam satisfazer as suas necessidades, curiosidades, estudos, tal como hoje podemos aceder ao passado para os fins variados que podemos.
Não nos iludamos, porém, com a tecnologia, com a internet. "Ai, daqui a uns anos é muito mais fácil saber as coisas porque está tudo na internet". Não é nada! É mais difícil. A informação dispersa e modifica-se, não é fidedigna. É preciso o papel, os documentos, é preciso, sim, a tecnologia, os vídeos e documentários com fontes oficiais, que confiram veracidade à História, é precisa a arte para nunca deixar morrer a identidade de cada população, é precisa a cultura para partilhar os conhecimentos, para sensibilizar para a História, para permitir que esta nunca se extinga - pelo menos enquanto não se extinguir a humanidade. Pensar que está tudo na internet e que isso é suficiente para construirmos um futuro é mera ilusão. Oxalá mais lucidez se alevante.
Em suma, a nossa História é aquilo que somos, explica, claro, de onde vimos, também onde estamos, e ajuda-nos a perceber para onde poderemos ir; é nosso dever continua-la, isentos do egoísmo de não a registar, de não a arquivar, de não a partilhar, de não a promover, de a apagar. História é todo o património, toda a arte, toda a cultura, toda a humanidade e os seus valores.
A História de Arouca vai estando também nos edifícios que o concelho exibe, nos livros que lhe tocam o nome, nos quadros que o território inspira, nos poemas criados, nas serras e nos rios que a compõe, nos eventos que se desenrolam no concelho, nos registos que se fazem de tudo o que acontece e existe, nas pessoas que a difundem e nos valores dos arouquenses também. E, por isso, tem de continuar! Arouca tem de continuar a ser escrita, pintada, filmada, registada, preservada, divulgada, tanto quanto possível, todos os dias. Porque é isso que continuaremos a ser no futuro, é isso que nos dá a garantia de futuro, dure ele até onde durar, podendo mesmo extinguir-se.
 
Arouca

Segunda, 19 de Novembro de 2018

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Ângelo Miranda, presidente da União de Freguesias de Arouca-Burgo", eleito pela coligação PSD/CDS, em entrevista ao RV

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