JOSÉ CARLOS SILVA
 
A velha e a nova agricultura
 
OPINIÃO | O mundo rural ganhou novamente prestígio e dignidade | TEXTO COM MAIS DE 400 VISUALIZAÇÕES
 
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A matriz rural ainda hoje é uma das marcas identitárias do concelho de Arouca, havendo poucas famílias que não tenham uma ligação directa ou indirecta à agricultura.
Um dos momentos mais altos do município, senão mesmo o maior, ocorre no último fim de semana de Setembro e é dedicado ao mundo rural, altura em que se celebra a "Feira das Colheitas", certame festivo que mobiliza todo o concelho de Arouca há mais de setenta anos.
Mas se a agricultura, dita de subsistência, ocupava uma fatia considerável da população activa, no século passado, sobretudo até década de 80', actualmente, a realidade no sector primário é bastante diferente, sendo os sectores secundário (indústria) e terciário (serviços) aqueles que absorvem a grande maioria dos trabalhadores arouquenses.
O nascimento da Cooperativa Agrícola de Arouca (1944) e mais tarde a Associação dos Agricultores
do Concelho de Arouca (1986), surgiram naturalmente devido a esse dinamismo que se vivia em Arouca e ambas tinham como principais desígnios a defesa da agricultura e dos agricultores.
Paralelamente à lavoura, o sector leiteiro teve uma forte expressão na economia local, permitindo a muitas famílias criarem verdadeiras empresas leiteiras rentáveis. No entanto, a introdução das quotas pela União Europeia, veio dar a machadada final, a um sector que teve grande fulgor nos idos anos de 60, 70 e 80 do século vinte.
Apesar desta ligação umbilical à terra, a agricultura nunca foi uma actividade muito rentável e prestigiada junto das gerações mais novas de arouquenses que preferiram apostar em carreiras profissionais mais atractivas do ponto de vista material e social.
Todavia, com o eclodir da crise económica mundial que despoletou em 2008 nos EUA e rapidamente chegou à Europa, trazendo consigo elevadas taxas de desemprego, o regresso à terra foi uma das opções de vida para muita gente.
O mundo rural ganhou novamente o prestígio e dignidade que tinha perdido nas últimas décadas.
Em Arouca, a situação não foi muito diferente do que se passou no resto do país, à escala devida, e foram vários os jovens promotores que decidiram apostar na agricultura, através de projectos de investimento financiados por programas comunitários, como foi o caso do PRODER, e agora mais recentemente, com o PDR2020.
Só que o perfil do "novo agricultor" é totalmente diferente, do velho homem da lavoura do Portugal de antigamente. É instruído, inovador e empreendedor. Aposta em novos produtos e nova tecnologia e está focado no escoamento dos seus produtos nos mercados nacional e internacional.
A própria Cooperativa Agrícola de Arouca, que ao longo da sua existência teve e continua a ter um papel decisivo no apoio ao mundo rural, tem agora a obrigação histórica de se adaptar à nova realidade que a agricultura está a viver, sob pena do seu futuro ser bem mais sombrio do que foi o seu radioso passado.
 
Arouca

Segunda, 25 de Março de 2019

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Joaquim Cunha, autarca de Canelas-Espiunca, em entrevista ao RV

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