AUTOMOBILISMO
 
Arouquense de Chave lidera campeonato nacional de trial 4x4
 
Luis Filipe em prova com o seu 'monstro'
Luis Filipe Bacelo venceu a prova do campeonato do fim-de-semana de 3 de Junho, em Mação
 
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"Quero sempre mais!". Luís Filipe Bacelo, de 31 anos, natural de Chave, lidera, a meio do Campeonato Nacional de Trial 4x4, a classificação geral da Classe Proto, mas se há algo que não deixa de ter são os pés na terra e a ambição grande por amealhar muitas conquistas. Proprietário da 'Oficina Bacelo', Luís Filipe fala com paixão daquilo que faz.

Os carros sempre foram a tua paixão desde pequenino?
A minha paixão sempre foi por tudo o que gastasse gasóleo e gasolina. Desde sempre foi um vício, desde motas a tudo o que fosse automóvel. O meu primeiro trabalho foi em oficina no ramo automóvel embora depois tenha abandonado por alguns anos mas continuei sempre de alguma forma ligado a esta área da mecânica para onde acabei por regressar. Estive em metalomecânica, mas eu via que não era bem aquilo que eu gostava mesmo. Sabes, isto da mecânica cada dia tem um segredo, uma surpresa diferente e com as tecnologias hoje é cada vez mais rápida a evolução e o que hoje é a verdade amanhã já não é.

Tecnologia e mecânica caminham juntas nesse caminho de evolução?
Sim, actualmente está mesmo muito evoluído. Eu tenho de estar permanentemente a atualizar-me, por isso é que até estou agora aliado a um grupo. Estamos a acompanhar o mercado e buscamos a formação no que toca às novas tecnologias que saem. Recebo formação para podermos trabalhar por origens, com carros em garantia...enfim, somos obrigados a ter essa formação que é dada pela Create Business, que representa em Portugal a Auto Check Center.

Sonhavas ser piloto, por exemplo, de Fórmula 1 quando eras miúdo?
Nunca tanto por aí. Quando comecei na mecânica sempre tive mais gosto por andar e correr com os jipes, embora na competição dos jipes só ando há seis, sete anos. Já andei na assistência, a co-piloto e agora piloto. Comecei debaixo para cima, já passei pelos sítios todos. Nos anos que corri a navegador, por exemplo, fui sempre campeão.

Este tipo de provas são muito duras pela dificuldade que as pistas também acarretam. Da tua experiência, o que é que achas que é preciso para se vencer neste tipo de competição?

É preciso muito trabalho de casa. Não é como na escola em que basta ires às aulas e fazer os trabalhos de casa, é preciso mais. O carro quando volta de uma prova tem de ser todo revisto e fazer-se uma boa manutenção e depois é uma prova de três horas de resistência e não três horas de velocidade. O segredo é manter a calma, respirar fundo e deixar os outros andar para não se deixar iludir. Os meus resultados têm sido positivos também por isso, eu digo para mim "calma que isto são três horas e há que esperar pelo momento certo". Já quando corria como navegador eu já tinha essa tendência de não andar sempre na frente. Dou-te um exemplo: eu não gosto de arrancar à frente embora agora até o meu navegador me pede para que eu ganhe um prólogo, mas isso vai ter de ser mais à frente porque não é que o meu carro seja mais fraco que os outros, mas tem equipamentos que hoje em dia já se encontra superiores a eles e o meu carro não é propriamente o melhor para abrir a pista, para andar a primeira hora à frente. O importante é gerir o carro.

Já que falas do teu carro, o Nissan Patrol, falamos de um jipe construído de raiz por ti...
Sim, um carro feito do zero por mim e pela minha equipa. Terminei o carro uma semana antes de começar a competir em julho do ano passado, em Baguim do Monte, Gondomar. Começámos a fazer o carro em fevereiro de 2016 e terminamos em maio de 2017, portanto um ano e quatro meses no total.
Acima da classe Proto, onde estás, só há a Super Proto. Passa pelo teu horizonte ascender a tal classe?
Para se chegar à Super Proto são coisas que têm que ver com a construção do carro que, no meu caso, era só necessário trocar as rodas por umas maiores. Mas, à partida, vou ficar por esta classe, quero explorá-la.

Qual o melhor e o pior momento que já viveste no campeonato?
Bom, imprevistos podem sempre ocorrer a cada momento por muito que façamos para que nada aconteça. As melhores provas? São todas, há mais difíceis, há mais fáceis, há pistas que se gosta mais de correr do que outras. Umas têm muito pó, outras já não, enfim, é muito variável.

Inserido num campeonato com vários adversários mais experientes que tu e ocupar agora a liderança da classificação surpreende-te?
Estrear um carro e no primeiro ano em que inicio verdadeiramente o campeonato e estar em primeiro lugar a meio não digo que já é uma vitória porque quero sempre mais, mas que já é uma pequena vitória, isso é. Posso considerar-me vitorioso só por causa disso. O meu carro ainda não tem um ano e estar a meio da competição na liderança, repito, já é uma vitória. Se pudermos ir mais longe e chegar ao fim assim, tanto melhor.

Acreditavas já estar aqui nesta fase?
Antes de mais, quero enaltecer que este trabalho não é só meu. É de todos que me acompanham, não sou só eu que lá estou. Somos muitos, somos uma equipa e é mérito de todos o momento que estamos a viver. Posso dizer que há seis anos não esperava já estar nesta fase, mas temos trabalhado para isso e graças a Deus tem havido apoios. Esta é uma modalidade que fica um pouco cara, mas conseguimos encontrar apoios para nos ajudar.

Onde queres chegar?
Isso depende, volto a dizer, dos apoios, mas o caminho é andar para a frente e chegar a outros patamares. Estamos num campeonato nacional de trial 4x4 que é uma referência nacional, mas há provas europeias. Se pudermos levar o nosso nome mais longe, vamos lutar por isso.

Depois de Valongo, Reguengos de Monsaraz e Mação, Ourém, Bragança e Paredes são os locais das restantes três provas do campeonato, a 1 de Julho, 5 de Agosto e 14 de Outubro, respectivamente. 2018-06-13 Ruben Tavares

 
Arouca

Segunda, 19 de Novembro de 2018

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