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620 anos da história do Mosteiro de Arouca vão ser publicados
 
Entidades assinam protocolo
'Diplomatário' terá dez volumes e resulta de um protocolo entre a Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal
 
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Foi hoje assinado, na sala do Capítulo do Mosteiro de Arouca, o protocolo entre a Câmara Municipal de Arouca e a Universidade de Coimbra, através da sua Faculdade de Letras (FLUC), para a edição do "Diplomatário do Mosteiro de Arouca", obra constituída por dez volumes de documentos em latim e português a serem editados até 2030, referente a 620 anos de vivências no majestoso espaço clerical do concelho.
O primeiro volume será lançado no próximo ano, ficando a obra disponível em papel e formato 'online', reunindo todos os documentos lavrados no monumento e alusivos ao período medieval, desde o ano de 883 até 1503.
A cerimónia foi precedida por um breve concerto no órgão do cadeiral a cargo do arouquense Ivo Brandão, que aproveitou para transmitir algumas informações sobre aquela relíquia instrumental, datada do ano 1743 - possui 1.352 vozes e "apresenta-se com uma simetria entre o visual e o auditivo, a sua parte superior emite sons mais delicados, mais angelicais, mais próximos de Deus e a parte inferior, sons mais agressivo", sublinhou o organista, lembrando que "o órgão de tubos do Mosteiro de Arouca é um pouco maior que a maioria dos órgãos ibéricos".
Findo o concerto, os convidados dirigiram-se ao espaço onde foi rubricado o protocolo entre as duas instituições. Helena Cruz Coelho, docente da FLUC e coordenação científica do "Diplomatário", com uma forte ligação à história do Mosteiro de Arouca, recordou que "todo o caminho tem um início e hoje estamos a iniciar um novo projecto sobre o Mosteiro de Arouca, edifício que me fascinou a partir do primeiro contacto que tive com ele... a sua riqueza e monumentalidade...".
"A maior casa monástica do país era a de Arouca, seguida da de Lorvão, para onde se deslocavam inúmeras jovens da alta linhagem do reino", assinalou a historiadora. "Desde sempre incuti a paixão pela história do Mosteiro de Arouca aos meus alunos e três deles fizeram as suas teses de mestrado baseadas em diferentes épocas da sua vida", salientou a investigadora.
Enalteceu o projecto científico que agora arranca, realçando a sua importância para a história de Arouca e do país: "espólio documental que tornará Arouca mais conhecida, aquém e além mar".
Albano Figueiredo, director da FLUC, assinalou a "empreitada científica que hoje assinamos e a excelência dos investigadores envolvidos neste projecto".
A presidente da Câmara, Margarida Belém, fechou as intervenções, começando por destacar a ligação de Helena Cruz Coelho a Arouca, à sua história e ao seu Mosteiro. "A sala onde vamos assinalar o protocolo tem sido local de notáveis momentos para o futuro do Mosteiro, nomeadamente a assinatura do contrato REVIVE (instalação do hotel) e o acordo para a gestão tripartida do imóvel entre a a autarquia, a Real Irmandade Santa Mafalda e a Direcção Regional da Cultura do Norte", lembrou. "Neste protocolo que assinamos hoje houve um confluir de interesses, e é uma honra para o município fazer parte deste acordo que será muito importante para o futuro de Arouca e da sua história".
"Nestas dez publicações onde estarão presentes 620 anos da nossa história, seremos pioneiros na divulgação documental de um dos principais mosteiros portugueses", finalizou a autarca.
A cerimónia culminou com um 'Porto de Honra' nos claustros do Mosteiro. JCS 2022-08-31
 
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Domingo, 27 de Novembro de 2022

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