SOCIEDADE
 
Fazer o luto, afirmar a esperança: homenagem às vítimas e aos combatentes do Covid-19
 
Iniciativa a decorrer na sede do Agrupamento de Escolas de Arouca
Escolas, instituições de solidariedade social, autarquias e organizações aderem a este movimento nacional
 
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Homenagear a memória das vítimas da pandemia Covid-19 e todos aqueles que continuaram quer a lutar para salvar vidas quer a trabalhar para manter a actividade e a esperança de uma sociedade em sofrimento é o objectivo da jornada “Memória e Esperança”, que durante três dias – 22, 23 e 24 de Outubro – envolve dezenas de iniciativas em todos os distritos do país. Escolas, instituições de solidariedade social, autarquias e todas as organizações aderentes a este movimento nacional promovido por mais de uma centena de personalidades e outros subscritores da sociedade civil, com o alto patrocínio da Presidência da República, promovem actividades que pretendem ser momentos de reflexão individual e colectiva e de união que restaurem a esperança e a confiança num mundo cada vez mais humano. Exposições, plantação de árvores, sessões musicais e performativas, vigílias, celebrações, toques dos sinos das igrejas e das sirenes dos bombeiros, orações, acendimento de velas, minuto de silêncio, são algumas das iniciativas já preparadas no contexto nacional a cargo da entidade promotora e de todas as colectividades aderentes à jornada “Memória e Esperança”. O primeiro dia, 22 de Outubro, sexta-feira, incidirá no contexto escolar e educacional, mobilizando as crianças e os jovens dos diversos agrupamentos do país. 

Em Arouca

No Agrupamento de Escolas de Arouca, em articulação com a Biblioteca Escolar, o Curso Profissional de Animador Sociocultural e a equipa do Plano Nacional das Artes do Agrupamento, a comunidade escolar tem previstas instalações artísticas, exposição de cartoons (humor em pandemia), performances, música e vídeos alusivos à jornada de homenagem colectiva que pretende reforçar a esperança como alternativa à dor da perda e da tragédia que assolou as comunidades, no país e no mundo. “Da máscara à esperança” é o lema do agrupamento escolar, cuja comunidade foi convidada a apresentar-se sexta-feira com uma peça de vestuário de cor branca. 
Também na Rádio Regional de Arouca parte da agenda radiofónica foi dedicada à Jornada Memória e Esperança. No dia 18, o Dr. António Teixeira Coelho divulgou as motivações da iniciativa e, no dia 20, vários familiares de vítimas Covid-19 deixaram o seu testemunho das experiências que viveram. A emissão do dia 22 (9.30 h) tem a presença de representantes das instituições que lidaram directamente com o combate à pandemia: Dr. António Alves, Diretor Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde Entre Douro e Vouga I – Feira/Arouca; Dr. Vitor Brandão, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arouca; Celso Portugal, Presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Arouca; e Cláudia Oliveira, Vereadora da Câmara Municipal de Arouca. Domingo, último dia da Jornada, está prevista a construção de um mural de Memória e Esperança na Praça Brandão de Vasconcelos, com a presença de Margarida Belém, Presidente da Câmara Municipal de Arouca e do Professor Manuel Brandão Alves, do Círculo Cultura e Democracia. Às 12h15, o toque simultâneo da sirene dos bombeiros e dos sinos das igrejas, «anunciando que a esperança continua connosco».

«Fazer o luto é imprescindível, afirmar a esperança é igualmente necessário»

«Não podemos nem queremos esquecer as perto de 900 mil pessoas contagiadas, muitas das quais passaram por situações desesperadas de que estão ainda a recuperar física e psiquicamente.
Não podemos nem queremos esquecer as mais de 17 mil vítimas mortais. Grande parte sofreu sozinha, morreu longe dos seus e sem possibilidade de um último adeus. Não podemos esquecer os seus familiares e amigos, sobretudo os que não puderam acompanhar e despedir-se dos doentes hospitalizados ou institucionalizados, e de todos aqueles que nem sequer puderam fazer-lhes o funeral.
Não queremos nem podemos esquecer as várias categorias de profissionais que trabalharam até ao esgotamento nas linhas da frente, bem como outros profissionais que, em outras frentes, permitiram que o país funcionasse.» Numa pandemia de dimensão pessoal e colectiva, «Fazer o luto é imprescindível, afirmar a esperança é igualmente necessário», refere o manifesto de homenagem. No domingo, o Presidente da República marcará presença na cerimónia de encerramento, ajudando a plantar uma oliveira na proximidade do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. 2021-10-22 MS/RV
 
Arouca

Segunda, 29 de Novembro de 2021

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