SOCIEDADE
 
Compostela: relato de uma peregrinação arouquense
 
Chegada à catedral emblemática na Galiza
Grupo do ADS/ClubeBosco fizeram o caminho português de Santiago
 
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Mais um desafio lançado aos animadores e jovens lenços vermelhos dos ADS/ClubeBosco do Centro Juvenil Salesiano de Arouca: fazer o caminho português de Santiago de Compostela. Aceitaram o desafio 13 elementos.
«Na cabeça tínhamos uma meta: uma semana (pois sim! quatro dias) para ir de Ponte de Lima a Santiago de Compostela.
No dia 26 de Março, com as férias marcadas, a mochila às costas e os pés bem forrados, os (vários) passos seguintes são comandados pelas setas amarelas que ditam o caminho a seguir. Se a 'pica' inicial encurtou o caminho para quatro dias, a experiência deu vontade de que a meta fosse mais perto.
Com uma motivação elevada e com a urgência em fazer check in faltava só encher a mochila de maneira a andar com poucos quilos às costas. Barritas e bolachas, água em abundância, pensos higiénicos para almofadar os pés, agulhas e linha para as bolhas, muitos Voltaren para aliviar os músculos e a nossa oração de eleição: "Abençoai, Senhor, os alimentos que vamos tomar; que eles renovem as nossas forças para melhor Vos servir e amar. No fim Obrigado, Senhor, pelo alimento que nos deste."
Lá fomos de Ponte de Lima a Valença. O dia começou com uma boleia madrugadora (obrigada Victor e Miguel) até Ponte de Lima, onde colocamos o nosso primeiro carimbo. Às 9 horas dá-se o arranque, ainda falador, típico de quem está a começar. Há histórias para contar, novidades, cusquices e dicas de quem partilha uma aventura. Pelo meio alguns "bons dias" e "bom caminho", ainda tímidos dados aos habitantes e outros caminhantes. Tudo parecia perfeito, até a temperatura. Lá ficaram cumpridos os primeiros 35 km e zero bolhas.
A partir daqui, de albergue em albergue lá fomos fazendo, cada um ao seu ritmo, ora 40 ora 44 km. Fomos também tentando conhecer melhor a gastronomia espanhola, bastante calórica mas eficaz na reposição de energia.
Seguiu-se Redondela, depois Pontevedra, Padron e finalmente Santiago.
Pelo caminho tivemos de enfrentar a chuva e a lama para não falar nas intermináveis subidas e descidas que faziam variar os nossos pontos de dor nas pernas e nas costas. Começou-se a sentir dor em zonas que não julgávamos ser possível doer por exemplo os pulsos.
Sempre à procura de carimbos e, confusos com tantos quilómetros esbarrávamos constantemente nos mesmos caminhantes que ora avançavam ora retrocediam.
Em dia de chegada à meta, o toque de partida que dava o mote aos últimos 25,5 quilómetros. Debaixo de um céu carregado de nuvens e muitas vezes de chuva as paragens para recuperar o fôlego são mais distanciadas (e o Victor e o Miguel têm a vida facilitada). Daí que pouco depois das 14 horas, do dia 29 de Março, já a Catedral tinha deixado de ser miragem. O importante foi chegar à praça principal, aliviar os pés, encontrar Santiago e receber o diploma em troca dos carimbos.
Missão cumprida!
Obrigada a todos os que nos apoiaram, realçando os Estabelecimentos Cavadinha e o Centro Juvenil Salesiano de Arouca. Victor Cruz (coordenador)». 2018-04-04
 
Arouca

Terça, 22 de Maio de 2018

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