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PEDRO SOUSA
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Combate à desertificação
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OPINIÃO | O que as pessoas precisam antes de mais é de garantir que o local onde habitam lhe fornece acesso a emprego, seja no próprio local seja em local onde chegam facilmente
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O tema da desertificação estará sempre presente no país (em muitos países) fruto do desenvolvimento social e do nível de exigência que todos têm quanto ao acesso a muitas dos serviços e/ou actividades disponíveis. O seu combate precisava, antes de mais, de duas assumpções iniciais: a de que existem aldeias e/ou vilas que terão mesmo de desaparecer porque não terão capacidade para perdurar no tempo; a de que Portugal precisa de uma organização política que traga as decisões para mais próximo das pessoas, sendo que a regionalização poderia ser uma forma importantíssima de o fazer. Por causa do encerramento de escolas tem-se falado muito na desertificação, como se o encerramento de locais de ensino com cinco ou seis alunos pudesse de alguma forma levar à saída de pessoas. O que as pessoas precisam antes de mais é de garantir a subsistência e o bem estar, ou seja, de garantir que o local onde habitam lhe fornece acesso a emprego, seja no próprio local seja em local onde chegam facilmente. É à volta desta premissa que as pessoas organizam a sua vida mais do que nunca. Os jovens que saem da faculdade procuram emprego onde ele está. E se ele estiver perto da sua zona de origem, julgo que grande parte não hesitará em ficar por lá. Não havendo, não resta alternativa que não seja "deslocalizar-se". Apenas resolvendo esta, vale a pena pensar nos restantes serviços públicos que surgirão naturalmente caso o número de pessoas o justifique. Daí, no nosso caso, ser tão importante garantir as acessibilidades. A construção da Variante com ligação à Feira - agora que o Governo abandonou a concessão Vouga - é uma das peças fundamentais para que Arouca crie emprego e/ou esteja perto de locais geradores de emprego. Aliás, será importante para ambas. Mas depois de termos a Variante - esperamos por informações muito importantes sobre este tema para meados de Setembro - o concelho tem de reforçar a sua atractividade para a instalação de empresas e tem de fomentar o aparecimento de empreendedores locais: quem sabe criar espaços de escritórios para novas empresas com rendas low-cost durante a sua implantação, arranjar forma de ter um plano de "fidelização" de empresas, procurando evitar deslocalizações, definir áreas económicas onde a indústria e os serviços se devem concentrar, apoiar os empresários em formação das suas pessoas, facilitando-lhes informação sobre os programas disponíveis. As Câmaras deixaram há muito de serem actores passivos, precisando de tenacidade e até agressividade comercial na conquista de novos empreendedores. Se conseguirmos que em Arouca se criem empresas e que seja fácil deslocar-nos para locais onde existam muitas mais, temos depois (quase em simultâneo) de procurar forma de fazer descer o preço da habitação ou de estimular o arrendamento (ainda que julgue que a Câmara pouco pode fazer neste âmbito), criar uma rede intra-municipal de transportes públicos, manter serviços de saúde que temos com funcionamento mais eficaz e transformar o concelho num "concelho amigo das famílias", onde quem cria família veja disponível um leque de facilidades, desde os mais simples incentivos à natalidade (ainda recentemente discutia a possibilidade de se oferecer um seguro de saúde a todas as crianças nascidas no concelho), à criação de descontos para famílias numerosas ou de apoios à terceira idade. Na área da educação, Arouca tem já um plano ambicioso e que, quando executado, resolverá as suas carências durante muitos e muitos anos. Depois temos de pensar a segurança, para que as pessoas se sintam bem e seguras nas nossas ruas, nas nossas freguesias. Quem sabe, desenvolver esforços para que "mini-esquadras" possam ser instaladas em dois ou três locais estratégicos para que as pessoas sintam a presença das forças policiais de uma forma mais próxima. Os desafios para que um concelho fixe população e, quiçá, até a aumente são enormes mas precisam, antes de mais, de garantir acesso ao emprego. Conseguindo estar próximo desse objectivos, é preciso ter muito bem planeado o que temos de fazer para que Arouca seja um concelho parceiro de quem quer cá viver. Recordo dois dos objectivos que levaram Artur Neves à última vitória e pelos quais os eleitos PS lutam diariamente: Arouca, em 2013, será um óptimo município para se viver e um excelente território para investir. Faça-se!!
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