SOCIEDADE
 
Seixas da Costa em Arouca: «vivemos no fio da navalha»
 
Francisco Seixas da Costa na conferência do CCD
O diplomata de carreira opina que Portugal deve manter-se nas políticas centrais da União Europeia | NOTÍCIA COM MAIS DE 700 VISUALIZAÇÕES
 
  Outras acções...
 Enviar a um amigo
 sugerir site
Portugal deverá manter a sua vocação "integracionista", mantendo-se "presente" nas "políticas centrais" da União Europeia, defendeu, no último sábado, em Arouca [no salão nobre dos BVA], o embaixador Seixas da Costa.
O diplomata de carreira - representou o nosso país nas Nações Unidas e noutros fóruns internacionais, tendo também servido em países como a França e o Brasil - foi convidado do Círculo "Cultura e Democracia" para, no âmbito das "Conferências de Arouca", debater o posicionamento de Portugal numa Europa e num Mundo marcados por fenómenos como o Brexit - a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) - e a ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos da América (EUA).
O antigo secretário de Estados dos Assuntos Europeus do Governo de António Guterres vincou que o interesse português determina a permanência em políticas como Schengen e a moeda-única.
Seixas da Costa avisou que as incertezas internacionais podem conduzir a UE para um caminho desagregador, que, por exemplo, leve a uma refundação do euro, apenas em torno de um núcleo de países que possa respeitar todas as regras financeiras do Tratado Orçamental.
"Nesse caso, Portugal ficaria fora da moeda única", sublinhou, apontando que essa via reforçaria a "periferização" do nosso país.
Constatou que, após quatro anos de "sofrimento" sob o domínio da troika, o governo actual de António Costa tenta afirmar-se como "contra-ponto" a esses anos de "humilhação". Mas "vivemos no fio da navalha", avisou, concretizando que "qualquer solavanco externo" - exemplificou com a subida da taxa de juro nos EUA, com reflexo na Europa - atingirá fortemente a economia e as finanças lusas.
Acentuou a importância do estado português poder continuar a a contar com o auxílio do Banco Central Europeu na hora de vender títulos de uma dívida nacional "que é monstruosa!". Disse que, enquanto a UE continuar a recusar discutir os juros que Portugal paga pelo serviço da sua dívida, "o sufoco vai continuar".
Ainda enfatizou que o executivo do PS apoiado pelas esquerdas "não tem capacidade para fazer grandes reformas na estrutura do estado". Caracterizou uma economia que está dependente das exportações e da retoma de alguma procura interna para conseguir crescer.
Quanto ao investimento estrangeiro, disse ser decisivo que o governo mantenha "compromisso com as políticas comunitárias". Uma questão de mostrar estabilidade. Contudo, segundo afirmou, os investidores externos, ou potenciais investidores externos, ainda não estão plenamente convencidos.
Desenhou um quadro europeu e mundial marcado pela incerteza: incerteza quanto aos efeitos do Brexit, se bem que com a certeza de que não serão bons nem para o Reino Unido, nem para a União Europeia, e incerteza quanto às políticas de Trump, em especial nas arenas internacionais.
O embaixador arriscou prever que o novo presidente americano não quererá enfraquecer os factores que sustentam "a capacidade de influência global" dos EUA. Como a NATO e a relação com a Europa, afinal "a primeira fronteira" dos Estados Unidos. 2016-11-22 AOS/RV
 
Arouca

Segunda, 08 de Agosto de 2022

Serviço temporariamente indisponível!

PUB.
PUB.
 
 
A Frase...

"O grande objectivo desta fusão (Arouca e Vale Cambra) é ganhar escala e crescer, pois o mercado assim o exige"

Manuel Duarte, presidente da administração da nova Caixa Agrícola Terras de Santa Maria, em declarações ao RV

EDIÇÃO IMPRESSA

RSS Adicione ao Google Adicione ao NetVibes Adicione ao Yahoo!
PUB.
Desenvolvido por Hugo Valente | Powered By xSitev2p | Design By Coisas da Web | 48 visitantes online