18.ª jornada - 7 Fevereiro 2010
Jogo no Estádio Municipal de Arouca
Árbitro - Paulo Rodrigues, auxiliado por José Gomes e João Cardoso (AF Braga)
FC Arouca - Pedro Soares; Steven, Mário Loja (Sousa, 27'), Diogo e Paulinho; Pedro Santos, Zongo (Bruninho, 45') e André Soares; Jorge Leitão, Hélder Silva e Beré (Pardieiro, 92').
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Diego Jardel e Stefan.
Treinador: Henrique Nunes
Eléctrico - Passarinho; Telmo, Hugo Lopes, Carlos Santos e Mário Silva; Edgar, Marçal (Pedros, 73'), Rafael (Da Silva, 58') e Rui Gomes; Wilson, e João Pedro (Salvador, 45').
Treinador: Amândio Barreiras
Ao intervalo: 0-2
Marcador: 0-1 (Wilson, 16'); 0-2 (Wilson, 37'); 1-2 (Beré, 57'); 2-2 (Jorge Leitão, 64'); 3-2 (Bruninho, 79').
Equipa e adeptos viraram o jogo
Dois golos do endiabrado Wilson e um punhado de excelentes defesas de Passarinho chegaram para o Eléctrico pôr em "estado de choque" as hostes arouquenses. Ao intervalo a narrativa era sombria. A entrada decisiva de Bruninho, polvilhada com alterações na zona atacante e com a nova atitude a gerir a busca do golo suscitaram a emotiva reviravolta, triunfante, cuja catarse foi notória no final, no abraço efusivo entre presidente e treinador do FC Arouca. Era um jogo crucial para as aspirações arouquenses, mas o esguio Wilson aproveitou bem cedo (16 minutos) as facilidades concedidas para abrir o activo, na sequência de um pontapé de canto. Começava mal a tarde arouquense, mas ainda a tempo de se emendar a rota do jogo. Não estava fácil porque não se jogava bem, mas, ainda assim, Jorge Leitão, Paulinho (livre directo anulado por grande defesa), Beré e André Soares (Mário Silva e Hugo Lopes "sacaram" perto da linha) podiam ter feito o golo que o Arouca tanto perseguia. Em vez disso, foi novamente Wilson (no 4-4-2 desenhado por Amândio Barreiras) a pôr os nervos em franja no ambiente caseiro, quando autenticou o segundo golo aos 37 minutos. O central Mário Loja já tinha saído por lesão e os homens de Ponte de Sôr estavam solidários e tranquilos sobre o relvado do Arouca. Sem poder contar com os defesas Fernando e Filipe Babo (castigados), Henrique Nunes obrigou-se a alterações na retaguarda e, na frente, "puxou" Leitão para o lado esquerdo. Esteve assim o Arouca, em desequi-líbrio, durante toda a primeira parte, caindo quase todo o jogo sobre a direita onde Steven se esforçava por subir no apoio a Hélder. Ligado à "corrente" dos homens do distrito de Portalegre, o Arouca procurava soltar-se a si e ao seu futebol, conseguindo-o apenas numa segunda parte de forte arreganho e com uma frente de ataque alargada que foi destruindo a rede até então segura do onze alentejano. André Soares e Bruninho tiveram nos pés o golo que faltava, mas sobrou para o reforço Beré (57 minutos) esse "clique" que tudo mudou. Equipa e adeptos finalmente galvanizaram-se, formando a simbiose que esteve na base da crença que levou à vitória. Fazendo dupla com Beré, Leitão apareceu então verdadeiramente para o jogo, para vibrar com o empate (64 minutos) e para servir o dinâmico Bruninho, que ao segundo poste rubricou o 3-2 final. Amândio Barreiras bem refrescara o seu meio-campo, mas a torrente arouquense tornou-se intensa, levando às dificuldades acrescidas que redundaram no volte-face que aliviou a alma arouquense. Arbitragem com prestação regular. Manuel Matos de Sousa (fotos: Victor Travassos)
18.ª jornada:
Ac. Viseu 0-1 Marinhense
Pampilhosa 1-0 Tourizense
Monsanto 0-0 UD Serra
Praiense 1-0 Esmoriz
FC Arouca 3-2 Eléctrico
Operário - Vitória do Pico (adiado)
Mafra 1-1 Tondela
Sertanense 1-0 Oliv. Bairro
O FC Arouca subiu ao quarto lugar (29 pontos), mantendo a distância de seis pontos para o novo líder isolado, o Pampilhosa.
19.ª jornada (14/02):
Oliv. Bairro - Ac. Viseu
Marinhense - Pampilhosa
Tourizense - Monsanto
UD Serra - Praiense
Esmoriz - FC Arouca
Eléctrico - Operário
Vitória do Pico - Mafra
Tondela - Sertanense
LUIS FERREIRA DA SILVA - Custou, mas foi! Jogo emocionante este que se pode presenciar no Municipal de Arouca. Depois de uma primeira parte de manifesta infelicidade do F.C.A., onde se encontrava a perder por 2-0, podemos assistir a uma brilhante recuperação no marcador e a uma sofrida, mas justa, vitória por 3-2. Ao intervalo o povo já desanimava e alguns, felizmente poucos, arremessavam alguns impropérios aos jogadores e treinador junto ao túnel de acesso Às cabines. Apesar de entender o "desespero" de alguns espectadores já era tempo de entenderem que não é com insultos que se motiva a equipa e que se ajuda a ganhar jogos. Há por ali alguns "inquilinos" que se agradecia deixassem de "pagar a renda" para poderem ver o futebol... na rádio! Interessante foi também a atitude do Presidente do F.C.A., Sr. Carlos Pinho, que assomou no relvado, vindo do camarote presidencial, e por ali ficou a rondar durante toda a segunda parte. O facto é que depois de este por ali aparecer o F.C.A. começou a pressionar mais e a ser mais feliz nos "finalmente". Há quem diga que o Presidente foi dar milho à galinha preta(!) e que isso foi fundamental para a vitória. Na verdade o F.C.A. acabou por sofrer bastante contra uma equipa que lhe era inferior em qualidade de jogo. Sentiu a falta dos dois centrais, ausentes por castigo, e posteriormente, a saída forçada do Mário Loja que veio revelar a fragilidade do sector mais recuado e a falta de soluções à altura para preencher estas ausências. Foi um jogo vibrante e de alta emoção. valeu por isso e pelo resultado. Agora que quebramos a "tradição" (leia-se, malapata) de não vencer em casa não quebremos a "tradição" de ganhar fora de portas e vamos trazer mais três pontos de Esmoriz. Força F.C.A.